Realizado em 15 de fevereiro, o I Fórum de Segurança Institucional do Cremego debateu a segurança no atendimento médico-hospitalar em Goiás. Promovido pela Câmara Técnica de Segurança Institucional do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), o evento reuniu médicos, conselheiros, gestores de saúde, representantes do setor hospitalar e de planos de saúde.
O presidente da SBCP-GO, Fabiano Calixto Fortes de Arruda, que também integra a Câmara Técnica de Segurança Institucional do Conselho, participou do encontro.
O presidente da Ahpaceg (Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade do Estado de Goiás), Haikal Helou, falou sobre a segurança no ambiente hospitalar, destacando a diferença entre segurança em saúde e percepção dela.
“Nós estamos chamando de ‘hospitais’ aquilo que não é hospital”, alertou, citando que há instituições consideradas de alto padrão, mas sem condições básicas para atender complexidades, como UTI e exames.
O médico fiscal do Cremego, Saul Erzom, explicou sobre as classificações das instituições de saúde, com base em definições do Conselho Federal de Medicina (CFM). Os hospitais são classificados como locais com, pelo menos, cinco leitos, equipe clínica organizada e presença de médicos por 24 horas, entre outros critérios. Trata-se de um conceito básico, mas algumas instituições se restringem apenas a isso.
“As classificações são frágeis e confusas, mas deixam oportunidades para atualizações. Por isso, a questão do enquadramento inadequado de muitos hospitais em Goiânia está na inclusão apenas por esse conceito”, informou.
A jornada do paciente e a assistência centrada na pessoa foram abordadas pela diretora da Rede Mater Dei de Saúde, Mariane Tarabal. Ela descreveu que informar sobre as condições clínicas de forma clara e prestar um atendimento respeitoso são essenciais para o paciente se sentir satisfeito.
“Temos que deixar o paciente falar mais e saber escutá-lo. Vocês precisam sair daqui com isso em mente, de que são agentes da mudança”, declarou.
A diretora Técnica na QGA, organização responsável pela implementação do programa de acreditação internacional Qmentum International no Brasil, Melissa Chueiri, ressaltou que as práticas de segurança devem ser preocupação também dos médicos, não apenas dos gestores das instituições. Um aspecto fundamental está no repasse assertivo das informações entre os membros da equipe, assim como o preenchimento correto do prontuário.
Câmara Técnica de Segurança Institucional
A Câmara Técnica de Segurança Institucional tem a seguinte composição:
Paula Pires de Souza – coordenadora
Haikal Yaspers Helou – vice-coordenador
André Luiz Braga das Dores
Bárbara Teodoro Vasconcelos Rodrigues
Fabiano Calixto Fortes de Arruda
Felipe Maia de Toledo Piza
Fernando Protásio Carneiro
Leonardo Brandão
Paulo Gonçalves Júnior
Luiz Rassi Júnior
Mariane Santos Parreiras Tarabal
Paulo César Brandão Veiga Jardim